A nova força

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A angústia do começar (Geração Y?)

Pessoal, na verdade na verdade eu tinha escrito o primeiro post e este aqui num só mas ficou meio confuso e muito longo, até porque comecei com o blog no meio da madrugada e saí escrevendo como um louco, cuspindo letras desesperadamente, mas foi bom, esvaziou um pouco as minhas costas, me deixou alguns gramas mais leve. Enfim, estou pensando em dividir o post original e mais de dois talvez. Vamos ver:

Tem horas que você se sente angustiado, não sabe mais o que fazer, quer fazer algo pra mudar sua vida mas não tem idéia de onde começar, ou então até sabe por onde começar mas isso está longe demais do seu alcance ou então não há nada de errado mas bate aquele desânimo e você acaba deixando tudo pra depois, pro dia seguinte ou pra semana seguinte. Idéias que vem e vão, a sua motivação vem e vai e você acaba abandonando a idéia de mudar, afinal, será que vai dar certo? Será que vou me decepcionar de novo ou desapontar minha família?

Hoje em dia a bipolaridade está na moda, não é mesmo? Assim, poderia simplesmente colocar a culpa na bipolaridade e tudo bem, problema resolvido! Mas não, sinto que não posso fazer isso, por mais que seja bipolaridade mesmo, eu preciso descobrir o que está acontecendo comigo de fato e correr atrás de uma solução, afinal eu não aguento mais essa estória da grama sempre mais bonita no jardim do vizinho!

Você estuda anos na faculdade, se forma, se emociona na formatura, "tira onda" ou pelo menos acha que está tirando, dá uma polida no ego, enfim, é ótimo mas dura pouco. Logo essa "onda" passa e, nos casos do bacharel em Direito, é necessário acordar pra vida e enfrentar a temível e discutida prova da OAB (abordarei com mais profundidade depois). Ok, passa na OAB e daí você pensa: AGORA VAI! Começa procurando emprego no jornal, dá uma desanimada com a quantidade de ofertas, mas tudo bem, vai garimpando até que percebe algo estranho: a remuneração! E pensa: "Ué!? mas porque será que o porteiro do meu prédio (não desmerecendo esta honrável profissão! CLARO que não!) que estudou menos do que eu ganha a mesma coisa ou mais? Será que li certo? Assim não dá, pula pra outro anúncio!

De repente percebe que o anúncio estava mesmo certo e que isso é uma constante no mundo jurídico. AÍ VOCÊ COMEÇA A CONHECER O VERDADEIRO "MUNDO DE ALICE"... mas nada de maravilhas, pelo contrário, uma porrada bem forte na cara. Você descobre que a maioria dos escritórios quer contratar recém-formados à "preço" de estagiário e sem qualquer vínculo empregatício, remunerando até mesmo abaixo do piso estipulado para a categoria. E assim os vampiros vão se aproveitando da necessidade e desespero de muitos. Uma covardia muito escrota.

OK OK, para tudo! Este blog então é só para advogados? Não, não e NÃO!

Tudo bem, você é recém formado em jornalismo? (melhor falarmos de outra profissão né? Depois do que o STF fez não dá nem pra comentar! Até porque a raiva não me deixa escrever, respira, 1, 2, 3...)


Ah você é engenheiro? Médico? Químico? Acabou de terminar o ensino médio? Não tem problema, tenho certeza de que passa por esse perrengue também. A baixíssima valorização do recém-formado não está restrita à advocacia ou tão somente ao que possui terceiro grau completo. Tenho certeza de que você já se deparou com anúncios para recém-formados que exigem experiência mínima de 3 anos (Para Trainee, júnior, recém-formados em geral!) isso mesmo, mas como assim? Se eu sou recém-formado como vou ter experiência comprovada em carteira, e pior, mínima de tantos anos naquela área específica, será que eu sou retardado ou o anúncio está correto mesmo? PQP!

É meu amigo, as coisas estão complicadas, o que fazer? Mergulhar no mundo dos concursos públicos ou continuar tentando uma vaga na area privada? Difícil decisão que preferi expôr no próximo post, até para ficar melhor organizado.

Até lá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário